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NOTÍCIAS

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Curso de Busca e Salvamento 2024 é um marco na capacitação militar

O treinamento foi operacionalizado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) e aconteceu nas localidades de Parnamirim (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM) A Base Aérea de Natal (BANT) realizou, nessa quinta-feira (11/07), a Solenidade Militar de...

Brasil participa de sessão da reunião ministerial de comércio do G7 na Itália

Secretário executivo do MDIC acompanha reunião do B7 e faz reuniões bilaterais na manhã desta terça-feira O Brasil está presente como convidado na reunião ministerial de comércio do G7, que ocorre na cidade de Reggio Calabria, Itália. O grupo, composto por sete das...

Exércitos Brasileiro e Americano realizam exercício no Maracanã

Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear Na última semana, o Exército Brasileiro e o Exército dos Estados Unidos realizaram um grande exercício combinado no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A atividade, denominada como Operação Maracanã, é uma imersão...

Brasil é o primeiro país a receber apoio do Acelerador de Transição Industrial (ITA) para descarbonização da indústria

Brasil é o primeiro país a receber apoio do Acelerador de Transição Industrial (ITA) para descarbonização da indústria O Brasil será o primeiro país a receber a parceria do Acelerador de Transição Industrial (ITA, conforme sigla em inglês). A parceria foi anunciada...

Tropas do Rio de Janeiro participam da Operação Punho de Aço

Garantir o preparo da tropa para atuar com alto nível de prontidão diante de em qualquer cenário é o objetivo da Operação Punho de Aço. O exercício, realizado na Academia Militar das Agulhas Negras no início do mês de julho, reuniu cerca de mil militares, que...

ARES faz nova entrega para o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro

No dia 04 de julho, a empresa ARES entregou ao Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR) mais um lote de aparelhos de pontaria SPOTIM M2A1 e de Colimadores para Morteiros 81mm. Desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), o aparelho de...

IMBEL: Fábrica de Itajubá comemora 90 anos

Ícone da tecnologia industrial de defesa do Brasil na 1ª metade do século XX Criada pelo Decreto n 23.654, de 20/12/1933, com a denominação “Fábrica de Canos e Sabres para Armamento Portátil”, a atual Fábrica de Itajubá (FI) representou, à época, o mais ousado...

Operação “ACRUX XI”: navios brasileiros atracam em Buenos Aires

De 12 a 24 de julho, as Marinhas do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia realizarão a maior Operação Ribeirinha Combinada da América Latina Após navegarem por cerca de 2.800 km na hidrovia Paraguai-Paraná, meios navais da Marinha do Brasil (MB) atracam em 12...

A complexidade das operações aéreas em alto mar

NAM “Atlântico” passa por Vistoria de Segurança de Aviação Realizar operações aéreas em alto mar exige um elevado grau de preparação de todos os profissionais envolvidos, tanto os que estão embarcados nos navios quanto os que operam a bordo das aeronaves. O...

O mar é a nossa origem e navegar a nossa vocação. Acompanhar a história da Marinha do Brasil (MB) significa conhecer mais sobre a construção do nosso País. Neste ano de comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, também é importante lembrar o nascimento da Esquadra e o papel da Força Naval na consolidação da Pátria, principalmente na manutenção da integridade territorial do País.

O Poder Naval desempenhou um papel significativo no período de contínuas ameaças aos interesses de Portugal com relação ao Brasil, sua maior e mais importante colônia. De acordo com Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante José Carlos Mathias, “é impossível falar do processo de consolidação de nossa independência sem falar da atuação da Marinha. Considerado o ‘Patriarca da Independência’, José Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro da Secretaria de Estado do Interior e dos Negócios Estrangeiros do governo do Príncipe Regente Dom Pedro de Alcântara, já previra, com perspicácia, que o único caminho viável para alcançar a independência em todo o território era o mar”.

A rápida organização da Marinha Imperial, dotada de navios de guerra bem armados, poderia impedir a chegada de reforços portugueses ao Brasil e combater as tropas portuguesas no litoral, além de transportar soldados e suprimentos para apoiar a luta pela Independência em terra.

Para a professora e doutoranda em história, política e bens culturais, Jéssica de Freitas e Gonzaga da Silva, não podemos atribuir o processo de independência do Brasil apenas à declaração “independência ou morte” de Dom Pedro às margens do rio Ipiranga em 7 de setembro de 1822. Pelo contrário, a transferência da Família Real Portuguesa para a colônia influenciou diretamente nesse fato histórico.

“Dom João estabeleceu à capital carioca o centro de poder, fornecendo à elite política local experiência em administração pública, formando uma base de legitimidade e a integração da população. O ápice desse processo foi 1815 após a elevação do Brasil à condição de Reino Unido, rompendo oficialmente com o pacto colonial”, explicou a professora Jéssica.

Nesse sentido, o período joanino foi um espaço de experiência imperativa para a ação das lideranças de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais que, junto com o apoio popular, lutaram pela independência do País diante das ameaças recolonizadoras de Lisboa.

“É importante acrescentar ainda o papel da Força Naval nesse processo. A manutenção da unidade territorial foi garantida mediante a criação da Marinha de Guerra que, por meio do domínio do mar, usou as comunicações marítimas para conduzir as tropas, para derrotar a Esquadra portuguesa em combates e, acima de tudo, representar a autoridade de Dom Pedro I nas províncias ainda resistentes, fornecendo ao recém País independente o monopólio do uso da força”, esclareceu a professora Jéssica.

Antes, Marinha Imperial, hoje Marinha do Brasil

Há 200 anos, nascia a Esquadra brasileira, criada para combater as forças navais portuguesas que se opunham à independência do Brasil. Em outubro de 1822, o então Capitão de Mar e Guerra Luís da Cunha Moreira, Visconde de Cabo Frio, foi nomeado o primeiro brasileiro nato para a cadeira de Ministro da Marinha do Brasil Independente. Em 10 de novembro do mesmo ano, o pavilhão nacional foi içado pela primeira vez em um navio de guerra brasileiro, a Nau “Martim de Freitas”, posteriormente rebatizada de Nau “Pedro I”, o primeiro navio Capitânia da Esquadra.

Somando esforços à Nau, uma das primeiras ações tomadas para o estabelecimento da Marinha Imperial foi a imediata incorporação dos navios portugueses deixados nos portos, entre os quais estavam as Fragatas “União”, “Real Carolina”, “Sucesso” que foram rebatizadas respectivamente como “Piranga”, “Paraguaçu” e “Niterói”; as Corvetas “Maria da Glória” e “Liberal”; o Brigue “Reino Unido” rebatizado como “Cacique”. O governo adquiriu ainda alguns navios, como os Brigues “Maipu” e “Nightingale” que foram rebatizados como “Caboclo” e “Guarani”, formando assim a primeira Esquadra brasileira.

À época, houve a necessidade de incrementar o efetivo militar. De acordo com o Chefe do Departamento de História da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Capitão de Fragata (T) Carlos André Lopes da Silva, era pequeno número de militares de origem brasileira naquele período, com isso foi forçosa a negociação com os marinheiros portugueses, em especial com os oficiais, visando conquistar suas lealdades. “Dentre os cerca de 160 oficiais da Marinha portuguesa servindo no Brasil, 94 declararam lealdade a Dom Pedro. No entanto, o que pode parecer uma extensa adesão, na prática, não forneceu oficiais suficientes para tripular os navios da nova Esquadra. Com isso, a contratação de europeus, sobretudo britânicos, foi a solução. Foram mais de 450 estrangeiros contratados, cerca de 30 deles exercendo a função de oficiais, inclusive o então Comandante em Chefe da incipiente Esquadra brasileira, o Almirante Thomas Cochrane”.

E neste contexto histórico, para o Vice-Almirante Mathias, “os bicentenários da Independência e da Esquadra são faces de uma mesma moeda; são histórias que se entrecruzam no mar e nele continuam e continuarão sendo escritas. Portanto, celebrar os 200 anos da Esquadra, é memorar e homenagear a rica história do Brasil”.

Atualmente, a Esquadra brasileira mantém-se pronta para desempenhar o papel constitucional da Marinha do Brasil: preparar e empregar o Poder Naval, a fim de contribuir para a defesa da Pátria, salvaguardando a integridade do território e das Águas Jurisdicionais, que, acrescidas da extensão já reivindicada à Organização das Nações Unidas, constituem a estratégica “Amazônia Azul”, o patrimônio brasileiro no mar.

A Marinha de hoje mantém-se fiel à memória da Esquadra da Independência e contribui também para o desenvolvimento do País por meio da produção de conhecimento científico e de tecnologias nacionais, além de atuar em diversas ações de caráter cívico e humanitário.

As informações são da Agência Marinha de Notícias.

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