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NOTÍCIAS

Ministro da Defesa conhece capacidades e produtos estratégicos da AEL Sistemas

O Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, esteve na AEL Sistemas, empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento, fabricação, manutenção e gestão logística de sistemas eletrônicos para aplicações militares e aeroespaciais, em Porto Alegre (RS), na última quarta-feira...

VMI Security, associada ABIMDE, entra para o rol das EED’s

A VMI Security, empresa associada da ABIMDE, foi certificada como EED - Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa. A portaria foi publicada na última terça-feira (21) no Diário Oficial. A VMI Security é uma das 65 expositoras da 6ª Mostra BIDS, que será...

Ministério da Defesa realiza visita à sede da IMBEL

No dia 16 de setembro a IMBEL recebeu a visita de avaliação técnica do Ministério da Defesa, com a finalidade de verificar a permanência da classificação dos produtos da Empresa em consonância com as regras e normas da Lei 12.598/2012, que rege o tema. A IMBEL...

Atech participa da 65ª Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena

Entre os dias 20 e 24 de setembro, a Atech participa da 65th IAEA General Conference (Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica), em Viena, no estande do Espaço Brasil, coordenado pela ApexBrasil, junto às demais empresas do setor, Marinha do...

Diretor da ABIMDE participa da reunião do CNCG para apresentar preparativos da 6ª Mostra BID Brasil

O Diretor de Projetos da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Comandante Paulo Albuquerque, participou nesta quarta-feira (15) da reunião ordinária realizada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias...

Diretoria da ABIMDE participa de encontro online com empresários da FIEMG

A diretoria da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa) participou de uma reunião online com empresários mineiros, nesta terça-feira (14), abordando o tema "A ABIMDE e o OCP - Oportunidades para a BIDS". O encontro foi promovido pela Câmara...

Ares firma parceria com Curso de Material Bélico para criação de um espaço de instrução na Academia Militar das Agulhas Negras

A AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras e a Ares firmaram uma parceira com o objetivo de estreitar o processo de transferência de conhecimento, que é extremamente importante para as Forças Terrestres. O espaço que está sendo preparado servirá de ambiente de...

Indústria de Defesa bate recorde histórico e atinge US$ 1,35 bi em exportações até agosto

Impulsionada pelo engajamento comercial e o planejamento estratégico, a Indústria de Defesa alcançou resultado histórico nas exportações. Até o mês de agosto de 2021, o setor registrou US$ 1,35 bilhão em vendas. A expectativa é de que os números continuem em...

KC-390 da FAB transporta mais 5 toneladas de doações em ajuda humanitária ao Haiti

Uma aeronave KC-390 Millennium da FAB levou cerca de 5 toneladas de alimentos, medicamentos, painéis solares e purificadores de água doados

Seprod fortalece parceria com a Base Industrial de Defesa no Rio, Minas e Rio Grande do Sul

Na tarde da sexta-feira (10), integrantes da Seprod (Secretaria de Produtos de Defesa), do Ministério da Defesa, celebraram a assinatura de três protocolos de intenções com as Federações das Indústrias dos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do...

Por Marcos Resende

Não há dúvidas de que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus tem muito a nos ensinar. Afinal, parece que são nas fases de maior dificuldade que nos deparamos com momentos mais reflexivos e atentamos para questões que envolvem não apenas o nosso cotidiano, o nosso universo particular, mas também o de outras pessoas. Parece óbvio dizer o quanto o coletivo impacta as nossas vidas, mas com o novo coronavírus realmente nos demos conta disso, de como nos afeta em diferentes esferas.

É comum também levarmos nossas memórias para eventos passados e traçar paralelos entre a crise corrente e outros momentos críticos, como guerra ou épocas de escassez aguda de um recurso.

No presente momento, as principais dificuldade encontradas têm sido a falta de recursos em diferentes segmentos. Da mesma forma que ocorre em situações de guerra, tem-se notado a insuficiência de profissionais da área da saúde para suportar as atividades do dia a dia, assim como a carência de materiais de proteção individual para aqueles que estão trabalhando na linha de frente e a ausência de equipamentos médico hospitalares.

Um caso que ganhou notoriedade nos noticiários brasileiros foi o dos respiradores artificiais adquiridos por diversos estados e que ficaram retidos no exterior. Segundo informações publicadas pelos veículos de comunicação, a empresa que vendeu os produtos para o Brasil cancelou a compra sem motivo aparente e que os mesmos acabaram sendo utilizados no combate ao novo coronavírus em outro país, que teria acertado pagar um valor maior à empresa que vendeu os equipamentos. O ocorrido causou uma distensão não imaginada na sociedade e nas relações entre os países envolvidos.

Diante desse ocorrido, há um questionamento que certamente passou pela cabeça de muitos brasileiros: por que nosso país é tão dependente de insumos de tecnologias vindas de fora?

Em situações como a que ocorreu com o Brasil é que percebemos a importância do conhecimento e das técnicas produtivas para o desenvolvimento dos recursos necessários para o enfrentamento da pandemia, ou de qualquer outro episódio que condicione o país a uma situação de evento não preditivo.

Mesmo para os países que possuem autonomia do conhecimento, a situação não é das mais favoráveis. Imagine para aqueles que dependem quase que totalmente dos insumos vindos do exterior. O estado se vê obrigado a desenvolver ou criar formas alternativas de suprir esta negação e buscar alternativas de produção a qualquer preço, sob pena de perder vidas durante os momentos mais graves.

No entanto, o desenvolvimento do conhecimento e de tecnologias críticas para uma nação é, geralmente, difícil e demorado e envolve questões como geração, transferência, absorção/adaptação e utilização. Para que isso saia do papel, é necessário consolidar uma visão estratégica em momentos de calmaria e prosperidade.

A visão estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB) na consolidação de conhecimentos críticos para operação dos sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo e de defesa aérea é um bom exemplo de autonomia tecnológica no país. E, desde os anos 1990, a organização vem investindo amplamente neste segmento. Primeiro com o sistema X-4000 de controle de tráfego aéreo, que permitiu a independência tecnológica e a sedimentação de conhecimento no país, e, a partir de 2011, com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITARIO), ambos desenvolvidos pela Atech, empresa nacional e pertencente ao Grupo Embraer. Antes do X-400 e do SAGITARIO, o sistema utilizado era importado e a cada atualização ou necessidade de manutenção o Brasil ficava refém do país desenvolvedor da solução. O SAGITARIO trouxe autonomia, modernidade, flexibilidade e melhor aproveitamento dos profissionais brasileiros para o gerenciamento do espaço aéreo nacional, para além dos benefícios relacionados diretamente à nossa economia, tendo se tornado um produto tipo exportação.

Embora estivesse há muitos anos utilizando os sistemas vindos do exterior no segmento de tráfego aéreo, a FAB se planejou e deu início à sua jornada de independência muito antes de 2011, reforçando o real valor do investimento na formação, desenvolvimento e manutenção de tecnologias próprias. Esse projeto não teria ganhado vida sem visão estratégica, planejamento, defesa da indústria e da capacitação nacional.

Na globalização, o vínculo entre conhecimento, poder, desenvolvimento e tecnologia é responsável pelo estabelecimento de diferenças econômicas e posições comerciais. Países como o Brasil, que estão em desenvolvimento e almejam ser menos dependentes devem se concentrar no estabelecimento de estratégias que elevem sua autonomia tecnológica, investindo em soluções próprias para problemas específicos, essencialmente os que tenham ligação estreita com setores-chave da economia, além de empregar esforços efetivos e contínuos em programas de pesquisa e inovação, incentivos ao desenvolvimento nacional, manutenção de conhecimentos críticos, desenvolvimento da indústria e preservação de empregos.

Marcos Resende é diretor de negócios da Atech

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