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NOTÍCIAS

CSSP Brasil realiza encontro com comunidade científica no CEMADEN

Na última terça-feira (28) aconteceu o primeiro dia do Workshop Anual de Ciência do Climate Science for Service PartnerShip Brazil – CSSP, programa do Weather and Climate Science for Service Partnership – WCSSP. A iniciativa, que é uma troca de experiências...

FAB e BNDES assinam contrato sobre gestão de imóveis

A Força Aérea Brasileira (FAB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, na sede do Comando da Aeronáutica (COMAER), em Brasília (DF), um contrato que viabiliza ações com potencial de gerar aumento da eficiência da gestão do...

Marinha e CAPES assinam Acordo de Cooperação

A Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, da Marinha do Brasil, assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para ofertar 28 bolsas de doutorado em Ciências do Mar. O...

Simulação Viva encerra certificação de Força de Prontidão em RR

A 1ª Brigada de Infantaria de Selva foi selecionada para compor o Sistema de Prontidão Operacional e concluiu, no final de junho, o exercício de simulação viva, etapa final da certificação de sua Força de Prontidão, a FORPRON Lobo D'Almada. No dia 26, a brigada...

Força Nacional vai apoiar a Funai em terra indígena no Pará

Agentes da Força Nacional de Segurança Pública atuarão, por 90 dias, na Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, em apoio à Fundação Nacional do Índio (Funai). Portaria que autoriza o emprego da Força Nacional foi publicada ontem (30) no Diário Oficial da União. As...

Parcerias para BIDS são tema de reunião entre Ministro da Defesa e presidente do Condefesa

O Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, recebeu em seu gabinete, na sede da Pasta, a visita do presidente do Conselho Temático da Indústria de Defesa e de Segurança (Condefesa) e vice-presidente Executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI),...

TAURUS e CBC firmam patrocínio com a Confederação Brasileira de Tiro Prático

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), consideradas entre as principais fabricantes de armas e munições do mundo, são novamente patrocinadoras oficiais do Tiro Prático. As empresas apoiarão a Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP) em campeonatos...

Ministro da Defesa se reúne com presidente do Condefesa

O Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, recebeu em seu gabinete, na sede da Pasta, a visita do presidente do Conselho Temático da Indústria de Defesa e de Segurança (Condefesa) e vice-presidente Executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI),...

Exército Brasileiro participa de planejamento de exercício nos EUA

A equipe de coordenação e ligação do Exercício CORE 22 (Combined Operation and Rotation Exercises 22) realiza, no período de 27 de junho a 1° de julho, a Conferência Logística de Rotação. Na atividade, ocorre o planejamento para o adestramento combinado entre as...

Novo passaporte está mais moderno e com tecnologia antifraude

Apresentado nesta semana, o novo passaporte de viagem dos brasileiros é mais moderno e seguro. Além de identificar o portador em outros países com mais segurança, o documento também é um cartão de visita do Brasil para o mundo, com ícones que representam elementos da...

A Missão Institucional e Comercial a Países Árabes e do Leste Europeu terminou nesta terça-feira (7), após um périplo com 60 pessoas — entre autoridades federais, empresários, think tanks e representantes de setores estratégicos, que percorreu nove países desde o dia 18 de maio na tentativa de captar investimentos para o Brasil.

De acordo com dados compilados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações brasileiras para a Liga Árabe somaram US$ 14,42 bilhões (R$ 70,22 bilhões) em 2021, alta de 26,15% sobre o ano anterior. Na percepção da entidade, trata-se do melhor resultado dos últimos oito anos.

Mas quais os setores mais estratégicos para os investidores árabes em relação ao maior país da América do Sul?

A Sputnik Brasil conversou com especialistas na tentativa de entender o porquê do fortalecimento de laços do governo de Jair Bolsonaro (PL) com os países do Oriente Médio, além dos impactos que isso traz às relações comerciais entre Brasília e a chamada Liga Árabe.

O secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Tamer Mansour, participou das tratativas. Segundo ele, embora não tenha havido fechamentos de parcerias concretas, a missão foi benéfica ao país.

“A missão foi super positiva. […] Começamos por Marrocos, Egito, Arábia Saudita, Omã, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, ou seja, nove países. Tivemos resultados bastante seguros em diversas áreas. O mais importante é essa integração governamental e comercial que agrega bastante a importância do Brasil para os países árabes, especialmente na área de segurança alimentar e defesa”, avaliou.

Mas é nas áreas de exportação de alimentos e investimento em fertilizantes que está a joia da coroa para a Liga Árabe, segundo Mansour.

Ele citou como exemplo a entrada no Brasil da gigante marroquina OCP no Porto de Itaqui, em São Luís, no Maranhão.

A multinacional, que é líder mundial na produção de fósforo e derivados, fez o anúncio cerca de uma semana antes do início da missão. As novas instalações consistirão em uma fábrica e um centro de distribuição. A empresa detém 70% das reservas globais de fósforo, e os insumos produzidos vão desde fertilizantes até suprimentos baseados no elemento químico para alimentação animal — o que seria altamente favorável para o agronegócio brasileiro.

“Não tivemos retorno de parcerias concretas. Mas, por exemplo, no Egito há bastante interesse na área de defesa e também na área da segurança alimentar. Na Arábia Saudita e no Kuwait há bastante interesse por parte de investidores no Brasil, para investirem especialmente no setor de segurança alimentar. Acho que nos próximos dias teremos realizações sólidas”, projetou.

Ainda que lamente as restrições impostas à Rússia em decorrência de sua operação militar especial na Ucrânia, ele observa que é difícil que o Brasil substitua o trigo oriundo do mar Negro, tão essencial para muitos países do Oriente Médio.

Por outro lado, ele entende que os laços da Liga Árabe com o Brasil podem se estreitar mais ainda na área de fertilizantes.

“É muito difícil para curto ou médio prazo que o Brasil substitua essas quantidades oriundas da Ucrânia e da Rússia. Infelizmente, por todas essas restrições internacionais, isso abre um pouco mais as ligações entre os países árabes e o Brasil, especialmente na área de fertilizantes e petroquímicos, como potássio, entre outros”, apontou Mansour.

‘Boia de salvação’: Brasil, Liga Árabe e contexto geopolítico

Embora Bolsonaro tenha feito duas viagens em comitiva presidencial para o Oriente Médio em um período de três anos, a Missão Institucional e Comercial a Países Árabes e do Leste Europeu foi um ponto de contato que não trouxe resultados concretos — ao menos até agora.

Para Leonardo Paz, analista de Inteligência Qualitativa no Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV NPII), o incremento das relações com os países árabes vem como uma “espécie de boia de salvação” ante as dificuldades que o governo Bolsonaro teve no âmbito da política externa desde o seu início.

Isso porque desde o seu início o governo Bolsonaro apostou na aproximação e alinhamento com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que tentou a reeleição em 2020 com apoio explícito do mandatário brasileiro e perdeu a disputa. O chefe do Executivo brasileiro, por sua vez, não mantém contato com o atual mandatário, Joe Biden.

“Desde então a política externa brasileira está perdida. Houve, também, um afastamento muito duro do Brasil em relação a outros países, especialmente os europeus, por causa das queimadas na Amazônia. Bolsonaro vai se distanciando de [Emmanuel] Macron [presidente da França], de [Angela] Merkel [ex-chanceler da Alemanha], de todos”, relembrou Paz.

Ele prossegue apontando que a situação se agrava com o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que chegou a dizer que o Brasil era um “pária mesmo”.

“Nesse contexto, os países árabes surgem como uma espécie de boia de salvação”, opina o especialista, citando o conservadorismo como um fator de aproximação entre o governo brasileiro e os governos de alguns países árabes. “É com essa capacidade de atrair esses valores mais conservadores que ele consegue alguma coisa em política externa”, argumenta.

Basicamente, com essa aproximação, são valores de comércio que o governo brasileiro busca, afirma o analista, citando como exemplo a Expo Dubai, no ano passado, quando um xeique disse que compraria dois times de futebol do Brasil — negócio que, no entanto, jamais se concretizou.

“Ele tenta atingir essas questões de comércio com os países árabes para obter vitórias e usá-las para fins eleitorais. Porém nenhuma dessas conquistas chegou de fato. Ele tentou aproximação por falta de opção, com poucos resultados. Não tenho informação de que ele teria criado algo de facilitação ou de baixar barreiras de importação, por exemplo”, disse.

Embora crítico do alinhamento com agendas consideradas mais “reacionárias”, o especialista sublinha que “a postura diplomática do Brasil, historicamente, é de dialogar com o mundo” e “nunca é ruim a aproximação”.

 

 

 

 

 

 

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