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NOTÍCIAS

ABIMDE recebe delegação da Coreia do Sul e discute Plano de Ação em conjunto

A ABIMDE recebeu, nesta quinta-feira (27), uma delegação da Coreia do Sul, formada por representantes da Korea Trade Investment Promotion Agency (Kotra) e pelo adido militar do país no Brasil. O grupo foi recebido pelo diretor de projetos e Relações Institucionais da...

ABIMDE e ABENDI assinam acordo de cooperação

A ABIMDE esteve presente em reunião, na última quarta-feira (26), com a diretoria da ABENDI (Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção). Na ocasião, foi assinado um acordo de cooperação entre as duas entidades. “Esse é uma ação muito importante, que...

Projeto TMA-SP estreia nova operação no maior terminal da América Latina

Já está em operação o Projeto TMA-SP Neo: Reestruturação da Área de Controle da Terminal (TMA) São Paulo. O empreendimento integra o Programa SIRIUS Brasil, que trata da estratégia de evolução do Sistema de Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM), sob a responsabilidade...

Aderex: Navios da Esquadra realizam exercícios em alto mar durante operação

No dia 26 de maio, foram realizados exercícios navais que testaram a capacidade de combate, o poder de fogo e o desempenho dos navios participantes da Operação “ADEREX-Anfíbia/Superfície 2021”. Distantes cerca de 200 quilômetros da costa, o Navio-Aeródromo...

Centro de Instrução conclui treinamento em salto livre operacional para 23 militares

No dia 24 de maio, o Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (CI Pqdt GPB) encerrou o primeiro turno do Treinamento Específico de Salto Livre Operacional, do qual participaram 23 militares. A cerimônia de brevetação ocorreu no município de Resende (RJ)....

Tropas conhecem poderio da viatura Guarani em atividade

No dia 25 de maio, a Seção de Instrução de Blindados do 5º Regimento de Cavalaria Mecanizado realizou a atividade de navegação da viatura Guarani, transpondo, com os estagiários a bordo, as águas da barragem do Campo de Instrução de Quaraí. A atividade deu...

Inscrições para missão espacial análoga do projeto Habitat Marte se encerram amanhã

A Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), apoia a iniciativa criada pelo projeto Habitat Marte. A missão espacial virtual análoga ocorre em parceria com o Centro Vocacional Tecnológico Espacial...

CGNA ativou o Centro de Informação Aeronáutica

Nos últimos anos, o Serviço de Informação de Voo (AIS, do inglês Aeronautical Information Service) tem se renovado, passando da roupagem de um serviço prestado para a de um gerenciamento da informação. Nesse caminho, a prática AIS no Centro de Gerenciamento da...

Após cheia no Rio Negro, Marinha estrutura primeira feira flutuante do Brasil

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), prestou apoio à Prefeitura de Manaus (AM) na estruturação da 1ª Feira Flutuante do Brasil, que está abrigando os comerciantes da Feira da Manaus Moderna, atingida pela cheia do Rio...

Brigada de Cavalaria realiza exercício de evacuação de não-combatentes

No dia 24 de maio, a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (4ª Bda C Mec) do Exército realizou, na cidade de Fátima do Sul (MS), um exercício de evacuação de não combatentes. A operação faz parte da fase final da certificação da Força de Prontidão (FORPRON), que...
Por Auro Azeredo

Simulação é reprodução ou projeção de uma realidade, em um ambiente possível ou fictício, para seu experimento ou análise prospectiva.

A simulação é amplamente empregada no entretenimento (games), em modelagem matemática, cenários econômicos, engenharia, medicina, pesquisa cientificas, capacitação profissional e nas mais diferentes possibilidades, o que tem sido intensificado com os adventos das tecnologias computacionais.

Em última instância, a simulação promove a experimentação de situações que possam oferecer algum tipo de risco no mundo real, principalmente em cenários de crise, entendendo por crise como: uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio e estabilidade de uma situação.

A gestão do risco de colapsos, desastres e incidentes industriais é o processo de adoção de políticas, estratégias e práticas orientadas a evitar e reduzir os riscos, naturais e antropogênicos, ou minimizar seus efeitos. A necessidade de implementar efetivamente este processo é essencial para proteger o meio ambiente e a sociedade promovendo o desenvolvimento do país ao mesmo tempo.

Vivemos um período de crise com a pandemia do COVID-19 e a necessidade de respostas urgentes se faz necessário frentes as demandas emergenciais que estão ocorrendo em todo mundo.

Como resposta mais efetiva, foi recomendada pela OMS, a reclusão da população. Tal medida visa evitar o contágio de forma acelerada, e assim o colapso dos meios de atendimento hospitalar (UTI), porem os reflexos destas medidas levarão o ecossistema a um desequilíbrio, levando a uma análise mais ampla destes cenários.

Os comitês de gestão da crise no âmbito federal, estadual e municipal cobram dos seus agentes ações no curto, médio e longo prazo, com a máxima eficácia (custo x benefício), considerando os desdobramentos que se apresentarão no curso destas medidas.

O emprego da simulação pode servir como um excelente recurso de apoio para análise de cenários prospectivos, apontando os efeitos destas decisões no contexto social, econômico e/ou ambiental, identificando novos pontos de estrangulamentos, nos mais diversos contextos.

Hoje a simulação permite, através do emprego da Inteligência Artificial, gerar cenários evolutivos dinâmicos possibilitando avaliar as respostas dos agentes frente as crises, seus efeitos e consequências, com base em parâmetros de comportamento previamente definidos. Seria como jogar um xadrez com todas as peças se movimentando simultaneamente.

O Impacto econômico

Os efeitos do COVID-19 vão além das questões de saúde, podendo elevar a mortalidade da população por outros fatores como fome, uma vez que uma significativa parcela da sociedade será inserida abaixo da linha da miséria, em função de uma possível recessão econômica global.

Os estudos apontam para vários vetores de riscos que podem afetar o ecossistema de abastecimento de energia elétrica, petróleo, gás, combustível e biocombustível, como na exploração de mineração; os vetores de riscos aumentam as chances e agravam as consequências de desastres de caráter antropogênicas, naturais e/ou tecnológicas, bem como por fatores aleatórios, até chegar ao colapso dos sistemas existentes.

Segundo dados do GAR (Global Assessement Report on Desaster Risk Reduction) de 2015, elaborados pelo UNISDR (Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres), desastres como terremotos, deslizamentos, ciclones e inundações custam em média US$ 300 bilhões por ano.

Este valor irá aumentar para US$ 415 bilhões até 2030, se as estratégias de gestão de risco de desastres apropriadas não forem colocadas em ação. Menores, mas recorrentes riscos de desastres representam US$ 94 bilhões em perdas, destruindo ativos e afetando principalmente famílias de baixa / média renda e pequenas empresas.

No Brasil, um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) constatou que 40,9% dos municípios sofreram, entra 2008 a 2013, pelo menos um desastre natural e que os prejuízos causados custaram pelo menos R$ 182,8 bilhões – um média de R$ 800 milhões por mês, entre 1995 e 2014, fonte: CEPED – Santa Catarina.

No caso dos desastres antropogênicos, os acidentes industriais ampliados colocam em risco o público externo, fora da instalação industrial, e o meio ambiente, com consequências imediatas, ou de médio e longo prazo. Os custos indiretos dos acidentes ampliados podem ser 20 vezes os custos diretos, com um impacto financeiro potencialmente irreparáveis pela empresa responsável:

  • Multas dos órgãos ambientais e dos tribunais;
  • Imagem corporativa prejudicada;
  • Perda de valor das ações.

Apenas para citar um exemplo mais próximo da nossa realidade, o caso dos dois últimos acidentes com barragens, Mariana e Brumadinho, o dano ambiental do primeiro foi estimado em R$ 155 bilhões, enquanto no segundo a justiça bloqueou R$ 11 bilhões da Vale, que sofreu uma perda na bolsa de valores de R$ 52 bilhões.

Benefícios

As ferramentas de simulação (1) como é o caso da construtiva, permite criar cenários de crise multi-agências, com operações de segurança pública e defesa civil em escala departamental, regional, estadual ou nacional. Apenas para citar alguns exemplos de possíveis cenários:

  • Colapso econômicos
  • Pandemias
  • Desastres naturais: terremotos, inundações, furacões, deslizamentos, etc.
  • Catástrofes provocadas pelo homem: vazamentos químicos, poluição, incêndios, etc.
  • Ataques terroristas
  • Operações de controle de multidão.
  • Proteção das infraestruturas estratégicas: rede de transmissão elétrica, antenas de comunicação, aeroportos, portos, estradas, usinas, etc.
  • Planos de segurança para grandes eventos

A simulação construtiva ainda pode ser utilizada para apoiar a prevenção, mitigação e minimização dos riscos; os principais casos de uso são:

  • Definir um padrão para a descrição dos colapsos e/ou desastres e as medidas de resposta, criando um banco de dados em nível federal
  • Analisar o impacto dos colapsos e/ou desastres sobre a população e infraestruturas
  • Treinar e preparar unidades de crise na liderança de emergências
  • Apoiar a preparação e os testes dos planos de prevenção e contingência
  • Estimular centros de comando e controle com uma crise fictícia, a fim de treinar os operadores
  • Apoiar a tomada de decisão durante uma crise

Os benefícios da simulação construtiva são os seguintes:

  • Melhor preparação ó Menor risco
  • Prevenção, mitigação e minimização dos riscos para o público e o Meio Ambiente
    • Menor exposição aos custos indiretos dos desastres
    • Menor exposição a perda da imagem corporativa
  • Melhoria da imagem institucional dos agentes
  • Ampliação da consciência situacional e prospectiva da crise com seus reflexos econômicos e sociais
  • Melhorar a coordenação entre agências envolvidas no processo de gerenciamento dos riscos
  • As simulações são classificadas em três categorias: construtivas, virtuais e vivas. Uma simulação é dita “construtiva” quando simula ambos os equipamentos e pessoal. Uma simulação é dita “virtual” quando simula os equipamentos, mas não o pessoal – os simuladores de voo são um exemplo típico de uma simulação virtual. Uma simulação é dita “viva” quando usa equipamento e pessoal real para criar uma situação artificial – os exercícios de Defesa Civil são um exemplo de uma simulação viva.

Conclusão

O maior desafio das autoridades, gestores e entidades representativas da sociedade é buscar o bem estar do cidadão, da sua saúde física e econômica, da sua família e da sua segurança, em meio a tantos desafios que circunstâncias nos obriga a superar.

Estar preparado para estes desafios é mais do que um dever profissional, é uma missão de vida para com a sociedade, que está cada vez mais conectada e globalizada.

Atuar de forma colaborativa é mandatório e saber como atuar é imperativo. Somente com boas práticas e o exercício destes cenários desafiadores, sem colocar em risco a sociedade, é que poderemos encontrar as melhores soluções.

Estar a frente das crises é a melhor forma de não ser surpreendido por elas, evitando improvisos e ações impulsivas, sem racionalidade e visibilidade da sua dimensão no tempo e no ecossistema ao qual pertence.

As ferramentas de simulação são recursos fundamentais e mandatórios nos laboratórios de inteligência de qualquer segmento.

Auro Azeredo é coordenador do GT Corona da Abimde

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